sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Geração Y no Trabalho

Li dois artigos interessantes sobre a relação da Geração Y com as empresas. Faz pensar sobre os desafios e os ganhos de se trabalhar com essa geração.  Segue o primeiro abaixo.


Gestão: Grandes empresas se empenham para conquistar e manter os jovens em seus quadros.
Rafael Sigollo
Valor Econômico

As organizações precisam investir uma boa parte de seus recursos no entendimento, na atração, no desenvolvimento e na retenção dos jovens talentos. Só assim poderão acompanhar as mudanças no mercado de trabalho e estar em vantagem competitiva. A boa notícia é que os líderes, de uma forma geral, já estão se sensibilizando a respeito do tema e abrindo a mente aos novos modelos de gestão para a chamada geração Y, formada pelos nascidos a partir de 1980. A má, é que apenas as grandes empresas têm conseguido fazer isso. "Já passou o tempo em que o jovem e a empresa não se entendiam e viviam reclamando um do outro. Ambas as partes perceberam que são dependentes e que precisam chegar a um consenso para crescerem juntas", afirma a sócia-diretora da Cia. de Talentos Maira Habimorad. "Obviamente há conflitos e diferentes pontos de vista, mas é fundamental interagir. A chave dessa relação é o meio-termo", diz.

Na Visa Vale, por exemplo, onde quase 70% da força de trabalho têm até 35 anos, a "gestão de expectativas" começa desde o processo de seleção. "Procuramos alinhamento com os jovens pela cultura organizacional e pela aderência aos nossos valores. É importante que eles sintam orgulho de pertencer à empresa", afirma a gerente de desenvolvimento Débora Dado. Na opinião de Daniela Abarca, coordenadora de programas de jovens profissionais da consultoria Across, os processos de estágio e trainee também estão seguindo esse movimento. "As companhias não estão mais seduzindo os jovens com altos salários ou ascensões meteóricas de carreira, mas mostrando a eles que seus pensamentos e ideias são compatíveis."

Na opinião de Danute Gardziulis, sócia-diretora da GNext, especializada em recrutamento de talentos entre 24 e 34 anos, quando a organização não consegue engajar sua força jovem de trabalho ela acaba se sentindo perdida em relação a todos os outros programas. "Como posso pensar em treinamento e sucessão, por exemplo, se eu não tenho certeza de que a minha equipe quer continuar trabalhando comigo?", questiona. Para Débora, é preciso saber usar as características dos representantes dessa nova geração a favor da empresa.

Eles gostam de desafios contínuos e de uma liderança que atue como mentora. Tentamos, portanto, envolvê-los em projetos importantes e colocá-los em constante diálogo com os gestores", afirma. Outra maneira de retenção destacada por ela é apoiar programas de voluntariado, muitas vezes idealizados e coordenados pelos próprios jovens. "A Visa Vale identificou e entende a necessidade que eles têm de se sentirem úteis e, na medida do possível, resolver problemas sociais com que se deparam."

Danute ressalta que uma das principais diferenças dos jovens em relação aos profissionais seniores é que eles chegam ao mercado de trabalho mais bem preparados do ponto de vista acadêmico, muitas vezes até com MBA e cursos no exterior no currículo. "A economia global e a velocidade dos negócios exigem isso deles. É uma geração que foi criada com muita informação. Ela tem espírito empreendedor, mais disposição para inovar, assumir riscos e tomar decisões difíceis", analisa. De acordo com Maira, da Cia. De Talentos, os colaboradores com esse perfil trazem todas as tendências e as novidades de comportamento e de consumo para dentro da empresa, o que é um fator positivo. "Por outro lado, é preciso saber administrar a pressa e a ansiedade, que são típicas da geração Y", afirma.

Embora o assunto esteja na pauta do RH da maioria das empresas, Daniela, da Across, acha que este ainda é um processo tímido. "As empresas poderiam bancar um pouco mais o risco, enfrentar a quebra de paradigmas e apostar nos jovens. Mesmo que à sua maneira, o jovem entrega resultados expressivos para a organização. Vale a pena apostar nesses talentos, especialmente em cargos estratégicos", diz.

A Serasa Experian, por exemplo, já vem atuando nesse sentido. Não por acaso, o programa destinado a quem está iniciando a carreira na companhia foi batizado de Estrategiários, "uma mistura de estagiário com estrategista", explica o diretor de desenvolvimento humano e organizacional Milton Luis Pereira. Pouco mais de 65% da força de trabalho da empresa são de profissionais com até 35 anos e a criação de políticas específicas para esse público fizeram da Serasa Experian uma das empresas com maior índice de engajamento- o número chega aos 80% entre os funcionários de 20 a 24 anos, segundo a pesquisa "As Melhores na Gestão de Pessoas" realizada pela consultoria em parceria com o Valor.

Para manter as gerações integradas e alinhadas, Pereira destaca os programas de "mentoring" e "coaching" aplicados pelos líderes mais seniores aos jovens talentos. No primeiro, um gestor da mesma área em que o jovem atua passa a acompanhá-lo no trabalho do dia a dia, além de desenvolver alguns projetos em conjunto. Já o segundo é destinado para orientação e aconselhamento de carreira. "Temos 30 líderes com curso de formação para atuar internamente como coach. Eles ajudam principalmente quem busca um ajuste melhor para a carreira e podem conversar sobre gaps de competência, treinamentos e os caminhos a serem seguidos", afirma. Além disso, a área de Pereira monitora esse público de forma permanente. "Eles precisam ser livres para voar e criar, mas dentro da realidade da organização", diz o executivo.

Embora reconheça o esforço das companhias, Danute, da GNext, ressalta que os jovens também devem fazer sua parte, pois nem todos serão contemplados com esse tipo de programa. "As atitudes, o comportamento e o desempenho desse profissional devem ser diferenciados. Somente os que forem identificados como futuros líderes da organização estarão constantemente em projetos desafiadores e em programas de desenvolvimento", diz.

Quando esses chamados ´high potentials´ passam a ocupar cargos mais altos, no entanto, existe todo um trabalho que precisa ser feito para evitar conflitos. "Atualmente é comum jovens assumirem posições de comando e terem funcionários com muitos anos de casa como seus subordinados. Quando acontece, isso modifica o ambiente e não deve ser ignorado", afirma Daniela, da Across. O alto escalão também deve se preparar para trabalhar com esses talentos, mas os jovens precisam se adaptar à empresa. Afinal, o mundo não pode girar em torno dele, alerta Danute. "A realidade é que as grandes companhias ainda são geridas por executivos de outra geração. É preciso, portanto, ter postura e maturidade compatíveis com o cargo, independentemente da idade."



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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Gestão do Tempo

Faz mais de um mês que não escrevo. Recebi e-mails me perguntando o que houve.  Realmente, foi um mês muito tumultuado e não consegui dar conta dos posts. Peço desculpas a todos que acompanham o blog pela ausência.

Volto falando justamente sobre este tema bem atual: administração do tempo. É frequente acharmos que 24 horas não são suficientes para dar conta de tudo o que temos que fazer. No mercado, inclusive, há inúmeros cursos com foco na gestão do tempo.

Sabemos que não há muito que fazer quando se tem uma rotina sobrecarregada, mas há dicas que podem realmente ajudar.

1) Planeje o seu dia! Isso mesmo, coloque no papel tudo o que gostaria de fazer. E o mais importante, priorize as atividades mais relevantes. E, ao longo do dia, procure não inserir em sua agenda atividades não planejadas.

2) Diga não!  Aceitar fazer para o outro "uma coisinha", dar "uma ajudinha", certamente, gera um prejuízo em sua agenda. Se for muito difícil falar um "não" redondo, comece com o "não agora".

3) Uma coisa por vez! Começar várias tarefas ao mesmo tempo, significa não concluir nenhuma delas. É comum nos perdermos em meio a tantas iniciativas. Mantenha seu foco!

4) Seja objetivo. Procure sintetizar informações, especialmente em e-mails e atas de reunião. Não perca tempo se perdendo nas palavras.

5) Não postergue! Não postergue atividades chatas ou domadas de decisão importantes. Se precisam ser feitas, faça. Com cuidado e atenção, mas não as deixe de lado.

5) Tenha um hobby. Fazer atividades prazerosas geram uma boa energia para o seu dia!



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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Mau humor no trabalho


Recebi algumas mensagens e, coincidência ou não, mais de uma trouxe uma questão que me chamou a atenção: mau humor no ambiente de trabalho.

Realmente, esse é um tema importante para ser olhado, seja no colégio, em casa, num encontro familiar e, principalmente, no ambiente profissional.

O mau humor pode comprometer o rendimento, e até mesmo a carreira da pessoa. Isso porque é extremamente desagradável estar ao lado de uma pessoa que bufa, resmunga, reclama, que está frequentemente insatisfeito. Muitas vezes o mau humorado não se dá conta de que está afastando as pessoas, seja por uma palavra atravessada ou simplesmente porque sua presença pesada se torna desagradável. As pessoas passam a evitá-lo, deixam de compartilhar experiências, de delegar tarefas a ele, ele vira fofoca de corredor e folclóre corporativo.

Mas, um ponto importante, é importante não confundir mau humor com depressão. A depressão tem sintomas (sentimentos) que podem se assemelhar aos da pessoa mau-humorada, como a impaciência, a irritabilidade e o pessimismo. Mas a depressão é uma doença e precisa ser tratada com ajuda de psicoterapia e remédios, sempre prescritos e acompanhados de perto pelo médico.

Por outro lado, apesar de mau humor não ser doença, o mau humorado também deve ficar atento ao seu comportamento e, percebendo que sua postura está sendo desagregadora, vale a pena repensá-la. E não despreze ajuda. Há terapeutas, conselheiros, coachs preparados para ajudá-lo a mudar sua atitude.

Pense nisso!

E continuem mandando suas perguntas e compartilhando suas experiências!
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Comportamento no Trabalho

Agradeço ao feedback de um leitor sobre o meu livro e também sua sugestão, que será realmente considerada.

Para aqueles que ainda não viram o post com o comentário, nosso querido leitor sugere que eu escreva um livro sobre comportamento no trabalho, especialmente no primeiro emprego.

Tenho trabalhado bastante com os chamados geração Y, que são os jovens nascidos nas décadas de 80 e 90, e que estão em seu primeiro emprego. Observo que posturas, condutas, escolhas, feedbacks, fofocas e outros comportamentos geram preocupação e dão margem para muita discussão. Então, um livro sobre os comportamentos no ambiente de trabalho é mesmo pertinente.

Vocês também podem participar desse projeto ao me enviar suas dúvidas ou situações vividas no seu cotidiano profissional, para que eu possa respondê-las ou analisá-las. Lembrando que não haverá identificação da pessoa em momento algum.

Para que o sigilo possa ser sempre preservado, enviem suas perguntas e situações para o e-mail: contato@fazendofuturo.com.br

Vamos dar vida a um novo projeto!





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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Quando ligar para o RH?

Depois da postagem de perguntas de entrevista de seleção, recebi dois e-mails com a mesma: "quanto tempo depois de fazer uma entrevista de emprego posso ligar para saber se fui aprovado para a vaga ou para próxima entrevista?".

Não tem regra, mas a maioria dos processos seletivos é moroso. Ou seja, leva tempo até que todos os candidatos sejam entrevistados. Depois dessa primeira rodada, nova seleção entre os candidatos já entrevistados será feita, selecionando aqueles que irão para a próxima entrevista. E daí por diante, o processo pode chegar a ter 3 a 4 rodadas de entrevistas. 

Vale lembrar, ainda, que o RH não está trabalhando uma única posição, ao mesmo tempo que está gerenciando o seu processo, a mesma pessoa está cuidando de outras 5 vagas, por exemplo.

Não se preocupe, você não será esquecido! Certamente, se gostaram de você, vão te ligar para marcar nova entrevista. O ruim é quando já te eliminaram e nem ao menos tiveram a delicadeza de avisá-lo, para esses casos vale ligar e conferir. De uma forma ou de outra, aguarde de 7 a 10 dias antes de ligar. Segure a ansiedade!



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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Mais perguntas de entrevista

Recebi alguns e-mails pedindo para que eu postasse mais perguntas comuns em entrevistas.

Seguem mais algumas para vocês refletirem:

- Quais características em você garante o sucesso de seu trabalho?
- O que uma empresa precisa ter para que você se sinta bem nela?
- O que é um bom ambiente de trabalho para você?
- O que você valoriza em sua vida?
- O que você espera que a empresa te ofereça e o que você pode oferecer a empresa?
- Conte uma situação de impasse que você já tenha vivido.

Lembrando que não faz sentido decorar respostas para as perguntas acima, o importante é ter claro a essência de cada uma delas e o que você poderia responder, porque uma unica pergunta pode ser feita de diversas maneiras.

Sucesso!!



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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ninguém nasce talento

Segue artigo muito interessante que li no site da Abril/Exame. Ninguém nasce talento, todos nós podemos nos tornar um!

http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/sidnei-oliveira/2012/06/13/onde-estao-os-high-potentials/

Onde estão os High Potentials?

    Sidnei Oliveira

Considerando que a Geração Y representa uma pequena parte elitizada de jovens que nasceram entre os anos 80 e 90, e que High Potential é uma parte menor ainda dentro dessa parcela de jovens, semelhantes por seu brilhantismo, proatividade e ambição acima da média, comecei a perceber o quão raro é encontrar uma joia dessas no mercado.
Toda essa reflexão iniciou após a leitura do livro Outliers: The Story of Success, do autor Malcolm Gladwell, o qual recomendo a todos os leitores. Trata-se de um livro sobre pessoas “fora de série”, que são ou foram excepcionais em suas profissões, com exemplos de sucesso como o de Bill Gates, Steve Jobs e até mesmo os Beatles.
O mais interessante no livro é a forma como o autor aborda cada caso, mostrando os demais fatores externos, além do talento, que estavam diretamente ligados àquele sucesso, como preparação, oportunidade e ambiente cultural.
Percebemos, então, que um High Potential nunca será reconhecido como tal sem pelo menos um desses fatores externos. Ninguém chega ao topo sozinho. Prodígios não nascem sabendo que são assim. Sucesso também tem a ver com autoconfiança e isso só se consegue quando se tem parâmetro e feedback.
Com isso, damos um passo atrás, pois a questão principal deixa de ser a escassez de jovens altamente qualificados (que tanto se fala por aí) para se tornar a maneira que as empresas e líderes estão utilizando para identificá-los e desenvolvê-los.
A estagiária do departamento financeiro só saberá que tem grandes chances de virar uma estilista de sucesso quando alguém desse meio visualizar seu potencial e disser isso a ela. Caso contrário, a coitada passará a vida toda achando que os croquis que ela desenha no caderno não passam de rabiscos e que seu gosto por moda nada mais é do que um hobbie.
Lógico que também existe o outro lado da história e digamos que o chefe da tal estagiária não tem bola de cristal para adivinhar que sua funcionária não está tendo uma boa performance por causa do pai que a obrigou fazer faculdade de Economia, resultando nessa sucessão de erros.
Mesmo assim, arrisco dizer que existe uma centena de High Potentials por aí que ainda não foram avisados sobre isso e uma outra centena de líderes que não os encontraram, talvez até investindo nas pessoas erradas.
Sem dúvida alguma não é um trabalho fácil. Deve haver uma grande sintonia entre preparação e feeling do líder nesse assunto, curiosidade do liderado para não criar tantos impedimentos na hora de arriscar, e não menos importante, o voto de confiança da empresa para investir no potencial de seus funcionários e acreditar que, no futuro, alguns deles poderão alcançar o mais alto patamar de um Outlier.
Beatriz Carvalho
Organizações podem estimular e promover High Potencials através de uma cultura que fomenta performance e meritocracia. O próprio Gladwell, no livro acima citado, combina 3 fatores para que isso aconteça:
1 – Uma estrutura organizacional que promova autonomia – conseguir minimizar burocracias e realizar atividades de real importância. Saber que o Talento pode fazer o que é correto da forma certa e que tem apoio de seus líderes para isso.
2 – Lidar com a complexidade: um trabalho que envolva mente e imaginação, que dê a oportunidade de agir como dono do negócio, assumindo a responsabilidade pelas decisões e consequências, levando-o a estágios cada vez mais desafiadores.
3 – Relação justa entre esforço e recompensa: quanto mais tempo se dedicar e se esforçar para entregar resultados ou criar valor, mais reconhecimento e recompensas o Talento ganha.
Quando a organização combina um lugar onde é possível trabalhar com esforço e dedicação, que há justiça e meritocracia visível e constante, e onde o talento consegue utilizar sua mente para criar e inovar em ambientes desafiadores, terá grandes chances de desenvolver High Potencials.
Eduardo Carmello
Gosto de pensar que High Potencial é uma figura singular que emerge no meio das pessoas comuns que se preocupam em serem apenas executores de tarefas. Todos temos nossos potenciais talentos, isso é item de série para o ser humano, contudo, somente alguns exploram seus talentos com ousadia e determinação.
Claro que precisamos de auxílio para desenvolver os talentos, ninguém nasce pronto, por isso que nos apoiamos em mentores, aquelas pessoas que são capazes de identificar, desafiar e incentivar o High Potencial.
Portanto, além dos fatores apontados, quero ressaltar que todo High Potencial, em algum momento de sua trajetória, conquista um mentor ou alguns mentores que são fundamentais para o seu desenvolvimento. Esse fator é fundamental, por isso, se quer ser um High Potencial, não esqueça de conquistar seu mentor.