terça-feira, 2 de agosto de 2016

Plano B - alternativas de carreira

Ter um plano B profissionalmente é muito importante. Em momentos de transição de carreira ou em crises econômicas é fundamental ter alternativas para passar com mais tranquilidade por esses períodos de "estiagem".

Uma ideia é se tornar professor. Todo mundo tem alguma coisa para ensinar a alguém. A troca de conhecimento é um processo sem fim.  

Uma plataforma para começar a colocar o plano B em prática, por exemplo, é a Udemy. A Udemy oferece uma vitrine de cursos que atende a todos os interesses e temas, são mais de de 40 mil cursos... de culinária a viagens, de tecnologia a empreendedorismo, criatividade a fotografia, são infinitos os assuntos que se pode encontrar lá.

A Udemy permite que você ofereça aulas através de videos, por meio de uma interface moderna e intuitiva. E a plataforma disponibiliza, ainda, orientações e suporte para você fazer e vender seu curso. Você não ganhará o valor integral do curso, pois faz parte do modelo de negócios da Udemy ter uma participação, mas a proposta é bem interessante e pode trazer retorno de fato para os instrutores.

Então, aproveite seu conhecimento, sua vivência e seu hobby os transforme em seu plano B!

Para conhcecer mais da Udemy acesse: www.udemy.com


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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dicas para potencializar seu perfil no LinkedIn

Você sabia que o LinkedIn é a rede profissional mais acessada? Por meio do LinkedIn você estabelece contatos, se candidata a vagas de emprego, tem acesso a conteúdos relevantes

Veja algumas dicas para que seu perfil seja facilmente encontrado.
  • Adicione uma foto. De preferência uma foto de rosto. Evite fotos com a família ou na praia. O LinkedIn é uma rede de relacionamento profissional.
  • Resumo de sua experiência: resuma suas responsabilidades, incluindo palavras chaves e resultados obtidos.
  • Histórico profissional: inclua cargos e conquistas obtidos ao longo de sua trajetória profissional.
  • Formação Acadêmica e Cursos: inclua sua formação e cursos pertinentes que tenha feito.
  • Competências: adicione palavras chaves que remetam à sua expertise e atuação.
  • Se participou de trabalhos voluntários, não deixe de incluí-los.
  • Peça recomendações às suas conexões, e faça recomendações também.
  • O Linked In pode ser formatado em outros idiomas, considere fazer em inglês.
Perfil pronto, agora é só explorar a ferramenta e fortalecer seu networking!

Para acessar o LinkedIn:
www.linkedin.com

Artigos interessantes sobre LinkedIn:

O que e por que você deveria escrever no LinkedIn
http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/o-que-e-por-que-voce-deveria-escrever-no-linkedin 

O que faz o brasileiro aceitar uma vaga, segundo o LinkedIn
http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/o-que-faz-o-brasileiro-aceitar-uma-vaga-segundo-o-linkedin

5 gafes que não dá mais para cometer no LinkedIn
http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/5-gafes-que-nao-da-mais-para-cometer-no-linkedin



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sexta-feira, 22 de julho de 2016

A PROCURA POR EMPREGO MUDOU

A forma de procurar emprego mudou desde 2008. A coach americana, Elatia Abate, conta o que mudou nessa busca e dá algumas dicas de como procurar emprego na entrevista que deu ao blog da Universidade de Chicago. Traduzi e adaptei a entrevista, confira abaixo.
No boom econômico era bem mais fácil achar emprego. Era só montar um bom currículo, achar uma vaga promissora e aplicar para ela. Você era contratado rapidamente.
A maioria das pessoas que estão procurando emprego ainda estão aplicando essas regras, acredita Elatia Abate. Mas após 2008, a dinâmica de contratação mudou. Para a coach, as empresas estão preocupadas em mitigar os riscos de uma contratação errada, elas preferem esperar pela pessoa perfeita.
Diversos candidatos que mantém a abordagem antiga se frustram, eles têm a sensação de estarem se candidatando em um buraco negro e lamentam não ter o retorno do recrutador.  Para Elatia a forma menos eficaz de procurar emprego é simplesmente aplicar online. O melhor é investir no relacionamento.
Abaixo ela sugere três passos para procurar uma vaga.
PRIMEIRO PASSO
Tenha clareza do que você está procurando e comece a contar às pessoas.
Ter clareza do que quer não significa dizer “quero ser especialista II em design gráfico na empresa X, ganhando um salário de tanto”. Não precisa ser tão específico. Mas você tem que se colocar alguns parâmetros. Diga que você está procurando, por exemplo, uma posição de marketing em uma empresa de bens de consumo.  Essa clareza ajudará sua rede de relacionamento a te ajudar.
SEGUNDO PASSO
Cuide de sua presença online.
“O Google é seu novo currículo,” diz Abate. Por exemplo, se você está buscando uma oportunidade na área de marketing em bens de consumo, mas seu perfil no LinkedIn é sobre seu passado na indústria da música, há uma grande lacuna entre um e outro. Sua presença online tem que refletir o que você está buscando.
TERCEIRO PASSO
Marque bate-papos
Faça um levantamento das pessoas que trabalham na sua área de interesse e as procure. Peça para bater um papo ou tomar um café. Não são entrevistas para o emprego, mas oportunidades para obter informações sobre a área e o mercado de trabalho.
Para candidatos de “meia idade” em particular, a ideia de propor esses bate-papos podem intimidar, pois podem causar a sensação de “a essa altura eu já devia saber fazer sozinho”. Mas se constranja, não há problema algum em sugerir esses encontros.
É importante você ter em mente que você não está pedindo emprego, mas sim está buscando informações para criar sua próxima oportunidade. Uma vez que você adota essa atitude, você muda o jogo. Você passa a ter novamente o poder. Busque informação, crie sua rede de relacionamento, seja curioso e paciente. Você irá encontrar seu novo emprego.

Leia o artigo original publicado pela Universidade de Chicago (Chicago University)
How job search has changed since 2008 
http://mag.uchicago.edu/economics-business/how-job-search-has-changed-2008



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sexta-feira, 1 de julho de 2016

CONFLITO NO AMBIENTE DE TRABALHO

Conflitos geram desgaste não só para as pessoas envolvidas, como para a equipe ao redor. Fique atento a algumas dicas que podem ajudar a lidar situações de conflitos.
  •  Para entender o que está havendo, procure fazer uma leitura isenta de julgamentos. Resista ao desejo de criticar ou condenar. Tente se colocar no lugar do outro para compreender honestamente o ponto de vista diferente do seu.
  •  Reúna todos os fatos que possam compor a situação, inclusive elementos da outra parte envolvida. Analise os fatos de maneira objetiva, buscando entender quais os impactos gerados.
  • Peça sugestões para os outros membros da equipe e proponha uma solução que atenda às duas partes. Mostre sua capacidade de ser flexível. A flexibilidade favorecerá um diálogo mais saudável e tranquilo.
  •  Ao se posicionar, procure usar expressões como “nós”, ao invés de “eu” ou “você”. Pensar como equipe e resgatar o senso de propósito contribuem para que todos se sintam ouvidos e respeitados.
Estar bem no ambiente de trabalho é fundamental para manter sua motivação e seu bom desempenho.



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quarta-feira, 29 de junho de 2016

QUERO MUDAR DE ÁREA DE ATUAÇÃO. COMO FAÇO?


Hoje atendi uma pessoa que tem uma vivência de mais de 15 anos de jornalismo e quer migrar para a área de finanças corporativas. Para isso se matriculou em um curso de pós-graduação de uma escola de Negócios de ponta. Um investimento alto em um curso reconhecido por sua excelência.  Mas será suficiente?

De maneira alguma. A mudança de área exige muito mais do que o conhecimento técnico. A pessoa atendida, por exemplo, estará concorrendo com pessoas igualmente capacitadas tecnicamente, mas com anos de experiência prática na área de finanças. Então, esse é um desafio nada fácil.

É possível fazer migrações de áreas, mas elas devem ser pensadas cuidadosamente. Antes de iniciar o processo, procure responder às 5 perguntas abaixo:

- Que movimentação, de fato, é possível fazer?
- Qual o melhor curso para me capacitar tecnicamente?
- Quais passos vou trilhar para chegar ao  meu objetivo?
- Qual segmentação de mercado vou olhar para fazer a transição?
- Como será estruturado meu currículo?

Planeje, prepare-se e comece sua nova jornada!



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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

DICAS PARA MUDANÇA DE CARREIRA

Tem sido frequente eu ouvir de profissionais colocações como "trabalho com marketing e quero ir para área financeira", "sou fonoaudióloga e quero trabalhar com recursos humanos"ou "sou advogado e quero ir para área comercial". 

O desejo de mudar de área de atuação tem sido mais comum do que imaginamos. O mercado oferece muitas possibilidades e nós, por outro lado, temos muitas habilidades, o que torna essa mudança possível. 

Mas ao pleitear posições você estará concorrendo com profissionais que tem históricos consistentes na área alvo. Então, como fazer essa transição? Seguem algumas diretrizes para ajudá-lo nesse processo.

1) Que tal compartilhar seu objetivo com seu gestor e com o RH da empresa onde você trabalha? Eles já conhecem bem sua capacidade e sua habilidades. Migrar dentro da empresa onde você já é reconhecido é um bom começo.

2) A bagagem profissional que você tem é valiosa, saiba aproveitá-la ao contar de sua experiência numa entrevista. Mas o conhecimento formal também é importante. Busque cursos ou especializações na área alvo e, preferencialmente, em escolas que sejam reconhecidas naquele ambiente.

3) Aceite dar um passo para trás. Muitas vezes você não conseguirá posições equivalentes a que você está hoje. Por isso, considere boas oportunidades que apareçam ainda que o salário seja um pouco mais baixo.

4) Que tal compartilhar com sua rede de relacionamento? Estando seguro de sua decisão, conte a seus conhecidos sobre o seu projeto atual, certamente eles poderão ajudá-lo o indicando para oportunidades que cheguem até eles.

Por fim, tenha paciência e mantenha o foco. O processo de mudança de carreira leva um pouco mais de tempo.



Vamos falar sobre carreira? Tire dúvidas e dê sugestões de temas.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

RECOLOCAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO

Essa semana recebi duas solicitações diferentes mas que tinham um mesmo propósito: a recolocação profissional.

O primeiro caso foi a formatação de um currículo. A pessoa gostaria que sua experiência como assessora política conversasse com a posição de secretária de um grande colégio. Vaga para qual iria se candidatar.

O segundo caso foi o irmão de uma amiga, recém chegado à São Paulo, que precisa se inserir rapidamente no mercado de trabalho. Sua preocupação está em como fazer essa inserção já que trabalha como autônomo e ainda não tem uma rede de relacionamento na cidade.

Então, vamos à pequenas dicas que ajudam em casos como estes:

- O currículo pode contar várias histórias, depende de como você apresenta sua experiência. A dica aqui é fazer o levantamento de todas as suas atividades nos cargos anteriores e, ao formatar o currículo, valorizar e enfatizar aquelas que estão mais alinhadas à vaga pleiteada.

- Para profissionais autônomos recém chegados à cidade ter um celular local é mandatório. Potenciais clientes estão dispostos a pagar pelos serviços, mas não pelo roaming.

- Hoje é comum as pessoas se comunicarem com profissionais por canais como Messenger ou Whats App, então, fique atento a foto que vai escolher para seu perfil. Opte por fotos discretas e evite cenas pessoais, como, por exemplo, fotos tiradas na praia ou com bebidas alcoolicas.

- Ter um site em que o cliente conheça mais sobre você ou seu trabalho também gera credibilidade. Se a grana estiver curta, não desanime, faça um blog, é gratuito e cumpre o mesmo papel.

Currículos, mídias sociais, sites, blogs são maneiras de apresentar seu perfil profissional, então, vale a pena todo esse cuidado!



Vamos falar sobre sua carreira? Escreva para gabriela@verace.com.br


terça-feira, 20 de maio de 2014

PENSAMENTOS SABOTADORES

Uma amiga querida escreveu um texto muito interessante, que nos leva a refletir nos diferentes âmbitos de nossas vidas. Reproduzo na íntegra abaixo. 

PENSAMENTOS SABOTADORES
Por Mariana Figueiredo 
Mariana Figueiredo é psicóloga, consultora de desenvolvimento humano e autora do blog Ressignifique.

Na semana passada ministrei um treinamento sobre liderança e um dos temas que mais marcou os participantes foi esse. Os pensamentos sabotadores são bem trabalhados no coaching e em um processo de psicoterapia, na medida em que a pessoa vai aumentando seu nível de autoconhecimento, facilmente eles aparecem. Esses dias meu marido iniciou um processo de reeducação alimentar com uma nutricionista e logo na primeira sessão ela deu a dica: "Cuidado com os pensamentos sabotadores". É um tema que volta e meia aparece...
Pensamentos sabotadores são aqueles pensamentos que, mesmo sem percebermos, impedem a gente de avançar na direção de algo melhor; seja uma mudança de hábito, uma conquista, uma meta. Por exemplo aqueles típicos: "eu não sou capaz de...", "agora é tarde para...", isso não é pra mim", "sou assim mesmo não vou mudar", "se eu tivesse dinheiro eu faria diferente", "não sou tão bom quanto..." e tantos outros cheios de crenças capazes de limitar o nosso potencial.
É como a famosa história do elefante amarrado desde pequeno na cordinha. Ele tenta se soltar 1, 2, 3 vezes e não consegue, parando assim de tentar. Quando adulto, com toda a força que possui, se for amarrado à corda permanece obediente, sem tentar se soltar, pois aprendeu um dia quando pequeno que não conseguia.
Os pensamentos sabotadores são crenças que aprendemos no passado e se enraízam na nossa mente. Não temos consciência deles mas eles têm um poder imenso sobre nós. Se levarmos em conta que nossos pensamentos influenciam também aquilo que sentimos, isso se torna ainda mais relevante. Sentimentos de baixa autoestima, desmotivação, falta de autoconfiança e coragem podem existir também em decorrência da existência de pensamentos sabotadores. Nossos pensamentos revelam muito sobre quem somos.
Para transformar os pensamentos sabotadores é preciso primeiro ganhar consciência deles. Na clínica utilizo uma ferramenta que chamo de gráfico de pensamentos. É como se fosse um diário dos pensamentos, ajudando o paciente a estar consciente do que passa pela sua mente ao longo de um dia. Muitas vezes traz insights significativos para o processo e ajuda a identificar os lixos mentais.
Gosto muito da metáfora de nossa mente como um jardim que precisa ser cultivado. Nós somos os jardineiros... as ervas daninhas, os pensamentos sabotadores e o que torna o jardim bonito é justamente aquilo capaz de trazer saúde para nossa mente.
Aprender a dominar um pouco mais nossos pensamentos é uma das formas de passar pelo processo de alfabetização emocional.

"Não podemos impedir que os pássaros voem sobre a nossa cabeça, mas podemos impedir que eles façam ninho."  Lutero.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Depressão e Carreira

Na semana passada a mãe de um adolescente muito querido, para qual fiz o programa de Orientação Vocacional, me ligou triste mencionando que o filho havia entrado em depressão.

São muitas as razões que levam a depressão, não sei ao certo qual levou nosso adolescente a este estado. E, qualquer que tenha sido a razão, o importante nesse momento é buscar tratamento.

Mas o que faz eu trazê-lo aqui não é a discussão sobre depressão e sim o seu processo de Orientação Vocacional, que foi marcante por ter sido repleto de momentos de dúvidas.

Dentre as carreiras cogitadas estava Engenharia, que foi a escolhida por ele. Menino inteligente que é, logo entrou numa das faculdades mais conceituadas de SP. O curso é implacável, o que fez com que nosso adolescente voltasse ao consultório para repensar sua escolha. Discutimos o quanto o curso demandava do aluno. E com habilidades intectuais suficientes para levar o curso adiante, decidiu que permaneceria  na Engenharia.

Hoje em depressão, afastou-se do curso. E nos faz pensar o quanto apenas a habilidade intelectual é insuficiente para levar um curso árduo como o de Engenharia adiante. Devemos sempre considerar a disponibilidade emocional, a resiliência e, sem dúvida, a disposição para estudar o quanto o curso como o de Engenharia, Medicina, Direito, entre outros, exige do aluno.

Na hora de escolher a faculdade, não se pode deixar de considerar o nosso lado emocional, o nosso tempo de amadurecimento.

Ainda estou preocupada com nosso adolescente que me é tão caro, mas com o suporte adequado ele ficará bem e poderá retomar a bela carreira que tem pela frente, independenmente do curso que escolha fazer.



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domingo, 16 de junho de 2013

Recolocação profissional bem sucedida

Um amigo querido pediu ajuda para formatar seu currículo, já que quer muito mudar de emprego. Conseguimos deixar seu currículo atraente e apresentando toda a força de sua atuação.

Mas ter um CV forte não é suficiente para se recolocar, é importante divulgá-lo.

Ferramentas como LinkedIn e Vagas são interessantes já que são usadas por grandes empresas, mas será que são mesmo eficientes? Certa vez uma amiga, gerente de marketing, anunciou uma posição de coordenador no Vagas. Ela recebeu no primeiro dia 300 currículos, no segundo dia mais 300, e por aí foi... Critério para olhar os CVs recebidos? Segundo ela, apenas os 30 primeiros que chegaram.

Moral da história? Tem que ser rápido no envio? Não! O contato direto com a pessoa que está contratando é muito mais eficiente do que disparar currículos no escuro, torcendo para estar entre os 30 primeiros.

Use o próprio LinkedIn para descobrir quem é o responsável por seleção no RH, quem é o gestor da área que está contratando. Faça um contato com a pessoa por telefone e só então mande seu currículo diretamente para o e-mail dela. Dá mais trabalho, é certo que sim, mas também dá muito mais resultado!




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quarta-feira, 5 de junho de 2013

ASTD 2013

Aconteceu de 18 a 22 de maio deste ano a Conferência Internacional de Treinamento e Desenvolvimento promovida pela ASTD. A frequência é anual mas esta foi a primeira vez que participei e fiquei realmente impressionada com a grandiosidade e organização do evento. Em media há 15 sessões acontecendo ao mesmo tempo, o que dificulta escolher qual delas assistir mas, ao mesmo tempo, ter tantas sessões simultaneamente garante espaço para todo mundo. Não falta lugar nas salas, porém  não há sessões vazias.
Os temas centrais esse ano foram, sem dúvida, liderança, mentoring, gestão de jovens talentos e gamification. Com destaque para a sessão da Beverly Kaye “Let them grow or see them go” e a sessão do Chip Bell “Mentoring for Leadership”.  Ambos prestigiados consultores Americanos que fariam valer o congresso, caso já não estivesse valendo.
Seguem links de suas homepage:
Chip Bell www.chipbell.com
As sessões não tem tradução simultânea para o espanhol, muito menos para o português. As traduções são somente para o japonês, chinês e coreano. Assim, dominar o inglês é fundamental para o bom aproveitamento das sessões.
Além do conteúdo de Power Point, os palestrantes muitas vezes compartilham material de apoio e distribuem livros aos participantes. São receptivos aos contatos e troca de experiência, assim, usar os 15 minutos entre uma sessão e outra para conversar com o palestrante é sempre bem proveitoso.
Mas o evento não foi só intenso em conteúdo, o networking é muito mais intenso do que poderia imaginar. Muitas sessões são interativas, favorecendo o contato com a pessoa ao seu lado. Há, inclusive, momentos exclusivos para troca de experiências e contatos. Levar muitos cartões de visitas é mandatório!
Mas o mais interessante é que até mesmo a fila para pegar um café ou um passeio pela livraria do evento já são suficientes para você conhecer alguém interessante, com cultura e experiências diferentes da sua. Foi  incrível ver como o mundo se fez presente, conheci não só americanos e brasileiros (muitos), como ingleses, árabes, egípcios,  dinamarqueses, colombianos, japoneses, chineses, russos... Sem dúvida, foi uma vivência marcante.

Recomendo a todos que trabalham com desenvolvimento busquem ter essa experiência, um bom começo já é acessar o site da ASTD: www.astd.org e se preparar para Washington em 2014!


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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Conteúdo Grátis

No último post, comentei como a troca de conhecimento pode ser rica para a nossa inspiração e para o nosso desenvolvimento.

Então, gostaria de compartilhar alguns sites bem bacanas que oferecem conteúdo de graça.

www.veduca.com.br

www5.fgv.br/fgvonline/cursos/gratuitos

www.endeavor.com.br

www.ted.com

ww.hsm.com.br

www.livemocha.com

www.johnmaxwell.com

www.ameninadovale.com

Aproveite! Desenvolva-se! Inspire-se!



Verace Desenvolvimento Humano  - transformação de pessoas e empresas
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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Team Building - colhendo conhecimento

Hoje no grupo de estudo que facilito, na Associação Brasileira de RH de São Paulo, recebemos um palestrante muito bacana, Marco Aurélio da Silva, que falou sobre Team Building, ou em português, construção de equipe.

Ele fez o grupo pensar no próprio comportamento e como as pessoas ao redor são impactadas com as condutas e as atitudes que temos. Mostrou que nem sempre é fácil tirar o foco das nossas necessidades e olhar para as necessidades do colega ao lado. Por fim, discutiu com o grupo como se torna mais produtivo trabalhar em "coopentição", do que em competição. Foi um bate-papo muito rico e provocativo.

Palestras, eventos e qualquer outra oportunidade de trocar conhecimento e ter a reflexão estimulada e desafiada, gera amadurecimento e traz novas perspectivas e energias.

Aproveitem e colham o conhecimento!


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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Reinventando a carreira

Tenho uma conhecida que seguiu uma carreira corporativa por 20 anos e, atualmente, está desempregada. Nesse momento, ela se vê muito em dúvida se deve ou não voltar a trabalhar em empresas, já que está desgastada com os percalços inerentes ao mundo corporativo.

Ela tem uma formação em Administração e se especializou na área de eventos dentro de empresas. Eu acredito que essa  sua formação é justamente a oportunidade que ela precisa para se reinventar. Ter uma formação ampla permite diversos redirecionamentos de carreira.

Ela pode começar a trabalhar em eventos de maneira autônoma, pode criar assessorias pessoais, como organização de casas, mudanças e agendas. Pode atuar dentro de eventos educacionais. E, pode ainda, direcionar sua atuação para consultoria de treinamento. As possibilidades são muitas para ela e, apesar de sua angústia, ela tem boas perspectivas.

Esse e outros exemplos que me fazem ter certeza de que se deve, em orientação profissional para adolescentes, indicar carreiras amplas e repletas de possibilidades.




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segunda-feira, 4 de março de 2013

Bullying

Na semana passada atendi um garoto que me contou que sofreu bullying a vida inteira. Do pré ao 3o ano colegial, ano em que ele está hoje.
 
Resignado, ele dizia que nem entendia a razão do bullying, que só sabia que sofria gozações sem trágua. E pra falar a verdade, eu não consegui entender como alunos de um dos colégios mais conceituados e tradicionais de São Paulo assediavam um colega de maneira tão ostensiva, sem propósito algum. 
Mas mais lamentável ainda é a omissão do colégio... nunca propôs uma intervenção para mudar a situação desse jovem.
 
Comentando o caso com outra adolescente, ela me disse que o bullying acontece diariamente e que fica passada principalmente com a frequência com que os professores fazem comentários jocosos e, por vezes, ofensivos com os alunos em sua escola. 

 Se quem é o referencial de educação trata o aluno com desvalia, não me espanta mais que colegas pratiquem o bullying.

Talvez eu comece a entender a resignação do adolescente que atendi. Ele está completamente sozinho dentro da escola.

Fica meu pesar por ainda termos que ouvir relatos como este.



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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Coaching

Hoje se fala tanto em coaching, tantas pessoas querem ser "coach" ou passar por coaching. Mas quem realmente sabe o que significa o processo de coaching?

O texto abaixo foi escrito por uma amiga que é coach, Mariana Figueiredo. Achei muito interessante e reproduzo para vocês. Nele ela explica bem o conceito de coaching e os benefícios do processo.

Já faz algum tempo que o coaching está “bombando” no mercado e, na minha opinião/observação, já se consolidou enquanto uma ferramenta altamente eficaz  para o desenvolvimento das pessoas. No entanto, existe ainda muita confusão sobre o seu significado, o que me motivou a escrever este post com algumas informações básicas. Além disso, penso em dividí-las com os clientes e reforçar aquilo que se tem chamado de “coaching education”, ou seja, a explicação clara do que o coaching significa para que a pessoa se posicione no processo mais alinhada possível.
Em poucas palavras, Coaching pode ser definido como um processo com início, meio e fim, que é capaz de conduzir o coachee (cliente) a atingir um objetivo importante para ele. Este objetivo, ou meta, pode nascer no próprio processo ou já estar definido no seu ínício.  O coach (profissional) apóia o coachee (cliente) através de uma relação de parceria e de uma metodologia repleta de ferramentas capazes de ajudar o cliente a descobrir o caminho para chegar no lugar que deseja.
Durante a caminhada, o cliente toma conhecimento de seus próprios recursos e pontos fortes e de como eles podem contribuir para o alcance do objetivo. Aprende também a identificar e desenvolver seus pontos de melhoria, perceber com maior clareza as oportunidades ao seu redor e a se posicionar perante os desafios encontrados. É, portanto, um processo que eleva significativamente o nível de autoconhecimento da pessoa contribuindo para o seu empoderamento, auto-estima e um consequente aumento na auto-confiança.
O coaching por si só desperta a motivação das pessoas e estimula a concentração de energia para focar no que precisa. Só funciona quando a pessoa entende que a responsabilidade pelo processo é dela e, assim, se posiciona enquanto protagonista de sua própria vida.
Algumas técnicas permitem ampliar o “universo” da pessoa, na mesma medida em que ela ressignifica questões de sua vida, gerencia expectativas e trabalha suas crenças limitantes. Em última instância, o coaching é um processo de melhoria contínua e, como bem disse um cliente meu, por tabela acaba “revirando o fundo do rio”!
Coaching não é psicoterapia e nem aconselhamento, apesar de ser terapêutico, claro! Geralmente tem a duração de 10 a 12 sessões. Dependendo do objetivo a ser trabalhado o coaching se configura de uma forma específica. Por exemplo o Coaching Executivo ou o Coaching de Performance, mais voltados à carreira e objetivos profissionais. O Coaching de Negócios, para quem quer montar ou fazer crescer seu negócio. Ou mesmo o Life Coaching, que atua nos mais diferentes aspectos da vida, desde um objetivo de emagrecimento, busca de emprego, relacionamentos, espiritualidade, etc.
Seja qual for a sua necessidade, desde que você esteja 100% comprometido com seu objetivo, o coaching pode te ajudar!



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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Desempregada aos 51 anos...

Recebi uma cliente com 51 anos e superdesanimada porque está desempregada e, segundo ela, sem ter uma história consistente em seu curriculo para contar.

Relendo o seu CV, descobri que ela tinha sim muita coisa pra contar. E coisas muito legais. O fato é que o desânimo dela e a desorganização de seu currículo, não permitiam que ela se desse conta de seu histórico profissional.

Reformatamos, enxugamos, lemos e relemos e, então, chegamos a uma versão bacana de seu currículo.

Assim, primeira etapa cumprida!

Segunda etapa? Achar seu objetivo profissional!

Isso mesmo, por estar tão descrente e chateada, nossa amiga não conseguia identificar qual é seu objetivo profissional. Não sabi com o que ela gostaria de trabalhar. Para ajudá-la, sugeri que respondesse às seguintes dúvidas:
- O que gosto de FAZER?
- O que sei FAZER bem?
- O que já FIZ que me FEZ sentir realizada?

Diante  das respostas dadas às perguntas acima, o que ela poderia voltar a FAZER. Determinando, assim, o seu objetivo profissional.

Rumo a terceira etapa: divulgar o CV com foco no objetivo estabelecido.

Sucesso a esta cliente tão querida e a todos que estão passando pela mesma fase!



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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ansiedade no trabalho

Como prometido, segue segundo texto sobre a Geração Y no trabalho. Desta vez, abordando um pouco mais sobre a Ansiedade. Vale a pena ler e pensar...


Lidar com ansiedade da Geração Y é desafio para empresas
Thiago Minami
Agência USP de Notícias

Nascida do início da década de 1980 até meados de 1990, a Geração Y está tomando o mercado de trabalho brasileiro. Esses jovens são tidos como individualistas, imediatistas e ambiciosos. Um estudo da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP aponta que, para as empresas, o grande desafio é aproveitar características como a rápida adaptação a mudanças e o questionamento constante aos gestores. Ao mesmo tempo, a Geração Y precisa lidar com a ansiedade excessiva em ascender na carreira e ganhar altos salários.
Para sua pesquisa de mestrado, o administrador André Laizo dos Santos entrevistou profissionais de recursos humanos (RH) e gestores de 12 empresas de setores variados, entre elas multinacionais conhecidas. A conclusão foi que não basta a companhia estar alinhada com os valores da Geração Y. Para lidar bem com os jovens profissionais, o RH precisa estar preparado com ferramentas e programas estruturados para apoiar os gestores na condução dos jovens profissionais, considerados arredios a regras, procedimentos e hierarquias.
Por exemplo, com estrutura definida de cargos e salários, plano de carreira, avaliação de desempenho e avaliação de competências com retorno de informações. Estratégias como essas ajudam a aproveitar pontos positivos da geração, como saber focar-se no resultado e ter compromisso com entregas, dinamismo e interesse em colocar ideias e participar das decisões. Quando mal gerenciadas, as mesmas características levam a trabalhos desenvolvidos de modo superficial, que podem deixar clientes insatisfeitos.
E não adianta tentar enganar a Geração Y com falsas promessas para a carreira. Quando elas não se se concretizam, os profissionais logo optam por sair da organização.
Competitividade desde o berço
“Essa geração cresceu num contexto de muita competitividade. Desde pequenos, foram treinados para serem os melhores. Fizeram cursos de língua, intercâmbio e ingressaram em boas faculdades”, diz Santos, que é graduado em administração de empresas e foi orientado pela professora Marisa Pereira Eboli.
Essa alta qualificação, assim como a facilidade em obter informações pela tecnologia, é requerida pelas organizações, hoje inseridas num contexto que exige estruturas mais complexas. Mas pode reverter-se em arrogância dos profissionais, que passam a se achar essenciais para o empregador e pressionam demais por desafios mais avançados, promoções e salários.
“A ansiedade em ganhar autonomia e receber bons salários é fruto do estilo de vida com regalias durante a adolescência e, em alguns casos, também na infância. É diferente das gerações anteriores, que tiveram mais trabalho para obter o básico”, diz Santos. A garantia recebida da família faz com que a Geração Y tenha menos pressa em cumprir os ritos de passagem, como entrar no mercado de trabalho e constituir família. Com menos responsabilidades, não precisam ter tanto compromisso com as organizações.
Para os entrevistados da pesquisa, a característica mais relacionada à Geração Y é o individualismo. “Eles fazem as escolhas com base no que é melhor para eles. Se precisarem sair da organização, saem. A relação é como a de um casamento: quando não está bom para os dois lados, termina”, aponta um profissional de RH.
Alguns afirmaram que as outras gerações também eram ansiosas e buscavam alinhar necessidades pessoais e organizacionais. No entanto, a Geração Y é a que mais expressa suas angústias e reage para resolvê-las. Também demonstra autonomia na hora de perseguir os objetivos. Com uma ressalva: esperam que o gestor aponte aonde devem chegar e, a partir daí, preferem caminhar até lá por conta própria.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Geração Y no Trabalho

Li dois artigos interessantes sobre a relação da Geração Y com as empresas. Faz pensar sobre os desafios e os ganhos de se trabalhar com essa geração.  Segue o primeiro abaixo.


Gestão: Grandes empresas se empenham para conquistar e manter os jovens em seus quadros.
Rafael Sigollo
Valor Econômico

As organizações precisam investir uma boa parte de seus recursos no entendimento, na atração, no desenvolvimento e na retenção dos jovens talentos. Só assim poderão acompanhar as mudanças no mercado de trabalho e estar em vantagem competitiva. A boa notícia é que os líderes, de uma forma geral, já estão se sensibilizando a respeito do tema e abrindo a mente aos novos modelos de gestão para a chamada geração Y, formada pelos nascidos a partir de 1980. A má, é que apenas as grandes empresas têm conseguido fazer isso. "Já passou o tempo em que o jovem e a empresa não se entendiam e viviam reclamando um do outro. Ambas as partes perceberam que são dependentes e que precisam chegar a um consenso para crescerem juntas", afirma a sócia-diretora da Cia. de Talentos Maira Habimorad. "Obviamente há conflitos e diferentes pontos de vista, mas é fundamental interagir. A chave dessa relação é o meio-termo", diz.

Na Visa Vale, por exemplo, onde quase 70% da força de trabalho têm até 35 anos, a "gestão de expectativas" começa desde o processo de seleção. "Procuramos alinhamento com os jovens pela cultura organizacional e pela aderência aos nossos valores. É importante que eles sintam orgulho de pertencer à empresa", afirma a gerente de desenvolvimento Débora Dado. Na opinião de Daniela Abarca, coordenadora de programas de jovens profissionais da consultoria Across, os processos de estágio e trainee também estão seguindo esse movimento. "As companhias não estão mais seduzindo os jovens com altos salários ou ascensões meteóricas de carreira, mas mostrando a eles que seus pensamentos e ideias são compatíveis."

Na opinião de Danute Gardziulis, sócia-diretora da GNext, especializada em recrutamento de talentos entre 24 e 34 anos, quando a organização não consegue engajar sua força jovem de trabalho ela acaba se sentindo perdida em relação a todos os outros programas. "Como posso pensar em treinamento e sucessão, por exemplo, se eu não tenho certeza de que a minha equipe quer continuar trabalhando comigo?", questiona. Para Débora, é preciso saber usar as características dos representantes dessa nova geração a favor da empresa.

Eles gostam de desafios contínuos e de uma liderança que atue como mentora. Tentamos, portanto, envolvê-los em projetos importantes e colocá-los em constante diálogo com os gestores", afirma. Outra maneira de retenção destacada por ela é apoiar programas de voluntariado, muitas vezes idealizados e coordenados pelos próprios jovens. "A Visa Vale identificou e entende a necessidade que eles têm de se sentirem úteis e, na medida do possível, resolver problemas sociais com que se deparam."

Danute ressalta que uma das principais diferenças dos jovens em relação aos profissionais seniores é que eles chegam ao mercado de trabalho mais bem preparados do ponto de vista acadêmico, muitas vezes até com MBA e cursos no exterior no currículo. "A economia global e a velocidade dos negócios exigem isso deles. É uma geração que foi criada com muita informação. Ela tem espírito empreendedor, mais disposição para inovar, assumir riscos e tomar decisões difíceis", analisa. De acordo com Maira, da Cia. De Talentos, os colaboradores com esse perfil trazem todas as tendências e as novidades de comportamento e de consumo para dentro da empresa, o que é um fator positivo. "Por outro lado, é preciso saber administrar a pressa e a ansiedade, que são típicas da geração Y", afirma.

Embora o assunto esteja na pauta do RH da maioria das empresas, Daniela, da Across, acha que este ainda é um processo tímido. "As empresas poderiam bancar um pouco mais o risco, enfrentar a quebra de paradigmas e apostar nos jovens. Mesmo que à sua maneira, o jovem entrega resultados expressivos para a organização. Vale a pena apostar nesses talentos, especialmente em cargos estratégicos", diz.

A Serasa Experian, por exemplo, já vem atuando nesse sentido. Não por acaso, o programa destinado a quem está iniciando a carreira na companhia foi batizado de Estrategiários, "uma mistura de estagiário com estrategista", explica o diretor de desenvolvimento humano e organizacional Milton Luis Pereira. Pouco mais de 65% da força de trabalho da empresa são de profissionais com até 35 anos e a criação de políticas específicas para esse público fizeram da Serasa Experian uma das empresas com maior índice de engajamento- o número chega aos 80% entre os funcionários de 20 a 24 anos, segundo a pesquisa "As Melhores na Gestão de Pessoas" realizada pela consultoria em parceria com o Valor.

Para manter as gerações integradas e alinhadas, Pereira destaca os programas de "mentoring" e "coaching" aplicados pelos líderes mais seniores aos jovens talentos. No primeiro, um gestor da mesma área em que o jovem atua passa a acompanhá-lo no trabalho do dia a dia, além de desenvolver alguns projetos em conjunto. Já o segundo é destinado para orientação e aconselhamento de carreira. "Temos 30 líderes com curso de formação para atuar internamente como coach. Eles ajudam principalmente quem busca um ajuste melhor para a carreira e podem conversar sobre gaps de competência, treinamentos e os caminhos a serem seguidos", afirma. Além disso, a área de Pereira monitora esse público de forma permanente. "Eles precisam ser livres para voar e criar, mas dentro da realidade da organização", diz o executivo.

Embora reconheça o esforço das companhias, Danute, da GNext, ressalta que os jovens também devem fazer sua parte, pois nem todos serão contemplados com esse tipo de programa. "As atitudes, o comportamento e o desempenho desse profissional devem ser diferenciados. Somente os que forem identificados como futuros líderes da organização estarão constantemente em projetos desafiadores e em programas de desenvolvimento", diz.

Quando esses chamados ´high potentials´ passam a ocupar cargos mais altos, no entanto, existe todo um trabalho que precisa ser feito para evitar conflitos. "Atualmente é comum jovens assumirem posições de comando e terem funcionários com muitos anos de casa como seus subordinados. Quando acontece, isso modifica o ambiente e não deve ser ignorado", afirma Daniela, da Across. O alto escalão também deve se preparar para trabalhar com esses talentos, mas os jovens precisam se adaptar à empresa. Afinal, o mundo não pode girar em torno dele, alerta Danute. "A realidade é que as grandes companhias ainda são geridas por executivos de outra geração. É preciso, portanto, ter postura e maturidade compatíveis com o cargo, independentemente da idade."



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